MIGUEL

AZGUIME

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A Laugh to Cry – multilingual libretto by Miguel Azguime (pdf)
A Laugh to Cry – libretto by Miguel Azguime | English translation (pdf)
A Laugh to Cry – libretto by Miguel Azguime | Polish translation by Jakub Szczypa (pdf)


DEIXOU-SE FICAR NUMA SUSPENSÃO AUSENTE (2012)

Deixou-se ficar numa suspensão ausente 
instável de bolha de ar 
e esperou o tempo necessário de espera 
indefinidamente certo 
a hesitação do tempo em longas filas
de condição reconhecidamente administrativa pelo zelo burocrático 
a certeza do inútil 
na incerteza do lugar


TUDO CONCORRE SEM SABER PARA UM PONTO EXACTO (2012)

Tudo concorre sem saber para um ponto exacto 
central e próprio 
tão próprio quanto a multiplicidade infinita do ser
na sujeição e certeza de si 
e poder vir a saber dispor compor e enredar
o tecido 
tecer e entretecer a contra corrente 
ao corrente de tudo


A COR PERMANECE MADURA (2012)

A cor permanece madura na ausência de si
em contraste absoluto com a clareza da noite
intenta aproximações sucessivas em figura de oito
para contrariar o calendário
e toda a numerologia subitamente aterra no passado
com toneladas de futuros do dia que vem
a terra empreende o monólogo do direito do sangue
são horas de ir para dentro do mundo
os filhos do sangue fecundam a terra do homem
do homem que é mulher
embora não se lhe veja o sexo
mas sente-se o ardor da cor que arde
o odor do âmago que forma
entre sebes e conceitos
concebe amor a morte amor te faço


LE FOU (2012)

Un sens pour
Un pur sens
Un pur sang
Pourri
Pour rire
Cent (sans) sens

C'est un sans (cent) sait (c'est)
D'un savoir insensé
Encensé intense
Et possédé


MISTÉRIO (2012)

No seio da terra encontrei o teu corpo
nele naveguei todos os infinitos
imerso no lume
das nossas formas solúveis

Quero que a pele saiba falar
e que a voz se cale
para que o espaço de que nada sabemos
possa entrar

Tudo crio e nada sei


CARTOGRAFIA (2009)

Cartas cartografadas contas
Fias de graça
Abertas lias
Que ler aperta o canto
Constante

Tocante repara relíquia
Grafia de si
Retira e religa
Partilha que tu
Partes das águas


NO OCULTO PROFUSO (2007)

No oculto profuso
Ouve
Tudo o todo
Corpo ensombro
O mundo mudo
Onde o som em bruto
Ocupo
Olho e deixo o profundo
Indo longe lento e longo
Recomeço por ir e regresso
Encontro o sono e prendo o sonho
Sempre por entre vertentes
E volto para libertar o A(r)

Aqui há quase um hábito
Total e amargo para amarrar
As naves chegadas
As formas paradas
Lançadas impávidas almas
Há o lugar total do avesso
E tragá-lo-á com as conformadas
Confissões do inverso incompleto
Impaciente aqui e ali e assim...
Respirar

Em si o silêncio é um sim
Se cingido de mistério
Mestre infinito e discreto
Litígio que entretece o gesto
Da digital urbe que me urde
Intriga ida distante antes de agir

Já gasto chega ao próximo espaço
Loco actual no sítio do tempo
Omisso a ocorrer e sempre age
Sujeito escreve a que o obriga:

Irca liga opa láca
Cóla bóla bulácalouca
Lica pugála lá o que çu
Que seja ou sei o sim de mim
O sino ding
Dingue cá dim
Que deu a lim
Desdeu o sim
Desdisse isse
Omisso o passo
Junto rente
Quase perto e adjacente
Chegado ao fim
Nem mais ousou uma frase
Que fosse que vinha por cima
Ainda assim a cair
Virada contra a posição ascendente
Da corrente da página
Com as linhas a sair do lugar que lhes deve


NO LUGAR DE TUDO (2006)

No lugar de tudo
no todo a nu
o ar de luz
que me dás
descobre e  encobre
a palavra da sede
de te ter

Regresso sem ter partido
e parto para ficar
no lugar de ti
do todo de luz
a nu no artexts_poetry_2013_2006_files/A%20Laugh%20to%20Cry_Miguel%20Azguime_original%20multilingual%20libreto_20130622.pdftexts_poetry_2013_2006_files/A%20Laugh%20to%20Cry_Miguel%20Azguime_English%20translation_20130622.pdftexts_poetry_2013_2006_files/A%20Laugh%20to%20Cry_Miguel%20Azguime_tlumaczenie%20polskie_Jakub%20Szczypa_20130622.pdfshapeimage_9_link_0shapeimage_9_link_1shapeimage_9_link_2
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